CYBERBULLYING

Sobrevivente de bullying conta como foi a vida após viver anos de tormento na escola

Foram anos de tormento, obscuridade e angústia. Ele precisou de muito tempo para enfim se curar. E isso só foi possível quando entendeu que contar a sua história a outras pessoas possuía um efeito reparador enorme. 

A adolescência ficou para trás, e Carlos Castrillo é hoje advogado e tem 54 anos. Mas ele se define como um “sobrevivente do bullying”, já que um sobrevivente “é alguém que atravessou uma situação limite que condicionou o resto de sua vida”. Durante sua infância, de um momento para o outro, sua escola se transformou no próprio inferno. Ele foi alvo de piadas, insultos e até de agressões físicas. Inclusive, em uma oportunidade, seus companheiros chegaram a incendiar sua mochila com todos os livros e cadernos dentro. 

Isolado e sem amigos, encontrou seu único refúgio no mundo do iatismo, no qual sempre se destacou. Mas nem sequer as conquistas obtidas no esporte conseguiram lhe transmitir felicidade plena, porque o fantasma sempre voltava. Carlos acreditava que suas virtudes e reconhecimentos esportivos somente despertariam a ira dos colegas violentos. Preso pela situação, ele acabou o ensino médio deprimido e medicado. Chegou a pensar em se suicidar, mas uma crença religiosa o impediu: ele acreditava que reencarnaria e passaria pelos mesmos eventos traumáticos. 

Após muitos anos de terapia, Carlos sarou sua ferida. Ele entendeu o problema pelo qual passou e chegou à conclusão de que tanto o agressor quanto o agredido são vítimas. Ele escreveu tudo o que passou e enviou a todos os colegas da sua época de colégio. Nesse dia, ele conseguiu reconstruir seus limites e soube que nunca mais ninguém o insultaria. 


O que leva essas mulheres a matar? VIDAS INTERROMPIDAS - Quinta, 20h50


Fonte: Infobae