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Cerca de 15% dos habitantes desta cidade são suspeitos de assassinar brutalmente uma criança

O que muitas vezes se viu na trama de alguma série policial do momento aconteceu pela primeira vez na realidade em uma cidade a 200 km de Santiago del Estero, na Argentina. Após o brutal assassinato de um menino e de uma investigação que não conseguiu achar um culpado, a juíza à frente da causa ordenou que fossem colhidas amostras do DNA de 3 mil dos 25 mil habitantes de Quimilí. 

Mario Salto, o filho de 11 anos de um trabalhador da cidade, foi protagonista do infanticídio mais brutal da história recente. Em 2016, ele foi sequestrado enquanto saía para pescar em uma lagoa da região. Dois dias depois, seu cadáver foi encontrado em um descampado, esquartejado dentro de duas sacolas. A autópsia revelou que antes de morrer ele foi abusado sexualmente.

O caso chegou a passar pelas mãos de três juízes diferentes, até que a doutora Rosa Falco, que atualmente comanda a investigação, ordenou que se realizasse um rastreamento da região junto à divisão de Homicídios da Polícia Federal, no início de 2018.

Inesperadamente, cachorros farejadores apontaram para a residência de Miguel Ángel Jiménez, onde foram encontrados um cachorro enforcado, anotações com símbolos aparentemente esotéricos e cartas dirigidas ao diabo. Para a justiça, a criança teria sido assassinada em um ritual para extrair sua virilidade e juventude. O homem foi detido junto com outras sete pessoas acusadas de serem os autores intelectuais do crime, mas o assassino ainda não foi identificado.  

A juíza então tomou uma medida inédita na história argentina, e solicitou que todos os homens maiores de 18 anos residentes na cidade no momento ou antes do crime deveriam submeter-se ao exame de material genético, para ser comparado com o que foi encontrado no corpo do garoto. No momento, para a justiça local, quase 15% da população de Quimilí é suspeita. Espera-se que os resultados do estudo tragam novas provas para, finalmente, descobrir-se o autor do brutal homicídio. 


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Fonte: Infobae