A comunidade polígama que escraviza e obriga crianças a se casarem

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Por AE Brasil el 03 de November de 2022 a las 20:49 HS
A comunidade polígama que escraviza e obriga crianças a se casarem-0

Em Salt Lake City, a chamada Ordem se tornou uma das organizações mais temidas dos EUA. A família comandava 100 negócios nos estados do Oeste Americano. Os Kingston, como eram conhecidos na região, adquiriram uma fortuna de 300 milhões de dólares, mas, embora parecesse que era algo feito de acordo com a lei, na vida real, tratava-se de um empreendimento macabro.

 

Esse culto polígamo obrigava os filhos a trabalhar como escravos. As meninas tinham que casar ainda pequenas (em grande parte das vezes com tios ou primos), enquanto muitos dos meninos eram submetidos ao trabalho nas minas. Eles viviam em um mundo completamente distante da realidade e das leis do estado.

 

O líder supremo dos Kingston fazia com que todos acreditassem que eram os descendentes legítimos de Jesus e que eram os responsáveis por criar uma raça branca superior. E só conseguiam isso se se casassem entre os membros das quatro famílias originais do culto, por isso não tinham permissão para contar sobre sua realidade às pessoas de fora.

 

“Aos 3 anos, você era treinado para responder corretamente às pessoas que perguntavam sobre sua vida”, explica Jeremy Tucker, um membro do clã de 32 anos. “Posso explicar em três palavras a forma como se organizam: dinheiro, sexo e poder. Eles farão o que tiverem que fazer para defender o que acreditam ser seu”, explica outro membro do clã, que abandonou o grupo.

 


Fonte: Rolling Stone