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Ela foi presa e torturada na prisão ao ser confundida com membro de gangue

Norma Mendoza foi presa em 2011, quando policiais de Nuevo Laredo, no México, a confundiram com um membro do Cartel do Golfo (CDG), facção criminosa famosa pelo tráfico de drogas.

 

Na prisão, Norma sofreu oito dias de torturas e abusos sexuais na mão de membros dos Zetas, grupo rival do Cartel do Golfo. "Me batiam o tempo todo. Queriam que eu confessasse que era parte do CDG".

 

Os Zetas, conhecidos por desenvolverem métodos específicos de tortura, a atingiam com pauladas nas costas, nádegas e pernas. Impediam que ela se alimentasse ou tomasse água e era acordada com baldes de água fria pelas outras detentas. "Arrancaram as minhas unhas e me queimavam com cigarros". 

 

Depois de nove dias presa, Norma foi dada como morta, mas, enquanto era levada de carro para o necrotério, perceberam que ela ainda estava viva e a levaram para a clínica do médico da prisão, onde recebeu os primeiros socorros.

 

 

Ao ser levada ao hospital, passou por 14 cirurgias. Sofria hemorragias internas, tinha lesões no cérebro, vesícula e fígado, além de várias costelas quebradas.

 

Ao receber alta, sua família procurou a Comissão Nacional de Direitos Humanos para denunciar a tortura. Um relatório confirmou os abusos sofridos por Norma e depois de três anos de luta, um juiz ordenou que ela fosse solta pois não haviam provas contra ela.

 

Agora Norma luta para ser indenizada, mas enfrenta o descaso das autoridades mexicanas que alegam terem perdido o relatório da Comissão Nacional de Direitos Humanos. Norma afirma que recorrerá a ONU caso não seja reparada por todo o sofrimento que passou na prisão.

 

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Fonte: Clarín
Créditos: Facebook