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Menina síria de apenas 8 anos faz um super registro de guerra em Alepo

Num cenário de violência e destruição, o jornalista de guerra Philippe Lobjois encontrou, na cidade de Alepo, na Síria, uma pequena sobrevivente: era Myriam Rawick, que tinha, à época, apenas oito anos. 

Ela trazia em mãos um pequeno caderno onde escrevia um diário com os relatos do que presenciava no decorrer da guerra. 

Ela, que vem de família cristã de origem armênia, foi incentivada pela mãe a manter o triste registro. 

Quando o jornalista se deparou com o diário da menina, sentiu que aquele material precisava ser levado ao mundo.  Trata-se de uma rara perspectiva de uma criança – um ser ainda em formação – sobre os horrores de uma guerra civil que se arrastou por anos e destruiu toda uma nação. 

Ele, então, resolveu ajudar a menina e publicar “O Diário de Myriam”, livro que já está disponível em vários países do mundo, inclusive no Brasil. 

O livro, que em alguns momentos remete ao 'O diário de Anne Frank', traz uma abordagem diferente, com detalhes que muitas vezes passariam despercebido pelos olhos adultos. 

A cidade em que Myriam vive foi durante muito tempo uma das principais da Síria. Mas quatro anos consecutivos de  bombardeio reduziu tudo a cinzas. Nesse período, mais de 100 mil vidas pereceram ali. Em 2016 Alepo foi retomada com ajuda das tropas russas. 

Mesmo num cenário tão ruim, Myriam e sua família permaneceram na Síria o tempo todo. A pequena contou ao jornalista que quer ajudar a reconstruir a cidade. 


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Fonte: G1 | Imagem: Divulgação/F. Thomas