A&EXTRAS

As primeiras 72 horas são as mais críticas para pessoas desaparecidas; entenda o porquê

A contagem regressiva para encontrar alguém desaparecido começa no momento que o caso é notificado à polícia. 

A partir daí é uma corrida contra o relógio, já que cada hora que passa diminuem as chances de a pessoa ser encontrada, segundo alerta especialistas em segurança. 

Esses são os motivos pelos quais as primeiras 72 horas são críticas: 

Investigadores precisam determinar se o caso é urgente

Isso precisa ser feito em questão de minutos – e geralmente há um procedimento a seguir. 

Funciona mais ou menos assim: quando a polícia recebe a queixa por desaparecimento, enquadra o indivíduo em alguns cenários: se for adulto, há mais elementos a considerar. Por exemplo, se a pessoa costuma demorar para voltar para casa, se deixou em casa itens essenciais (chaves, celular, identidade), etc..

Casos envolvendo crianças geralmente são urgentes, já que são consideradas vulneráveis. 

Caso a urgência seja detectada, a polícia imediatamente determina a força de trabalho envolvida e dá início às investigações. 

 

É difícil encontrar evidências depois de 48 horas 

Aqui nem estamos falando de 72 horas, e sim de 48: é o tempo que os investigadores têm para encontrar pistas concretas mais frescas, antes que a memória das possíveis testemunhas se perca. Quanto mais tempo passa, mais desconexa fica a informação coletada. 

 

A vítima pode estar em situação grave

Especialmente no caso de vulneráveis – crianças ou pessoas com doenças mentais – o prazo de 72 horas pode ser decisivo entre a vida e a morte do desaparecido. Depois desse prazo, e especialmente ao final de duas semanas, geralmente a polícia já pressupõe que a pessoa está morta. Aí a corrida é para encontrar o corpo antes da total decomposição e entrega-lo à família. 

 

Aumenta a pressão por respostas

Para as famílias, a falta de respostas pelo sumiço de alguém é o pior sofrimento. Os investigadores trabalham sempre com foco nisso. 

 

Acionar a mídia e as redes sociais

Quando o caso é realmente sério, a polícia geralmente aciona os grandes canais de mídia – especialmente as TVs. Isso ajuda a trazer pistas e, na maioria dos casos, a encontrar a pessoa. 

Mas nem todo caso ganha as manchetes de jornais. Aqui no Brasil temos, por exemplo, o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas.

Infelizmente, aqui há um forte componente racial, dado que pessoas desaparecidas brancas têm três vezes mais chances de ganharem atenção por parte da mídia. 

 

Como reportar uma pessoa desaparecida

Essa história de esperar 24 ou até 48 horas para dar queixa de desaparecimento é bobagem. Quanto maior a espera, maiores os riscos. Para reportar uma pessoa desaparecida, procure da DP mais próxima e formalize a solicitação.  

Se possível, leve fotos da pessoa. 

Se for criança ou adolescente, vá imediatamente à polícia depois de procurar nos lugares mais óbvios. As primeiras horas são as mais importantes. 


Um detetive tenta tirar proveito do retorno forçado a Londres do renomado criminoso que ele perseguiu durante toda a sua vida para finalmente prendê-lo. INIMIGOS DE SANGUE - nesta terça, dia 9, às 22h30


Fonte: ABC News | Imagem: John Gomez / Shutterstock.com