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Professora transexual troca R$ 20 mil de indenização pelo direito de dar aula aos agressores

Natalha Nascimento, de 35 anos, estava cansada de ouvir xingamentos dos funcionários de uma pastelaria no terminal central de ônibus de Brasília, por onde ela passa todos os dias. 

No dia 26 de abril, cansada de ouvir piadinhas por ser transexual, ela foi pedir aos atendentes do local  para que parassem com os xingamentos. Nesse momento, um dos trabalhadores a derrubou no chão e a agrediu com violência.

Natalha abriu um processo judicial  por danos morais contra a pastelaria e ganhou a causa. Ela pedia R$ 20 mil de indenização, mas abriu mão do dinheiro em troca da oportunidade de dar aulas sobre sexualidade, comportamento, direitos humanos e gênero aos trabalhadores que a agrediram. 

A juíza do 6º Juizado Especial Cível de Brasília, Marília Sampaio, disse que em 22 anos de magistratura nunca viu uma atitude como a de Natalha. "Precisamos mudar, e são pequenos passos como esse que farão a mudança gigante de que este país precisa."

Em setembro, Natalha finalmente pôde dar a sua tão esperada aula. Ela, que estava com medo de ser mau recebida pelos alunos, teve uma surpresa a sentir a disponibilidade em aprender da turma. "Foi a melhor indenização que eu poderia ganhar na minha vida", diz.

O funcionário responsável pela agressão física foi demitido.


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Fonte: BBC | Imagem: Leopoldo Silva