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Um país onde as prisões estão praticamente vazias: sim, esse lugar existe!

Em quase todo o mundo, a superlotação das cadeias é um problema crítico: onde colocar tanto criminoso? 

A Holanda, por outro lado, tem vivido uma situação completamente diferente. Por lá, prisões estão vindo abaixo. Nos últimos anos, 19 instalações fecharam as portas e outras já têm data para encerrar as atividades. 

Por que isso acontece por lá e não no resto do mundo?  

Na prisão de segurança máxima de Norgerhaven, no norte do país, detentos cumprem penas por crimes violentos. Por lá, há uma rotina de aulas de culinária, espaços abertos para os presos circularem, bibliotecas, campos de futebol e cantinas.

O vide-diretor da instalação, Jan Roelof van der Spoel, explica o segredo: "Aqui na Holanda, nós olhamos para o indivíduo. Se alguém tem um problema com drogas, tratamos o vício. Se é agressivo, providenciamos gestão da raiva. Se tem dívidas, oferecemos consultoria de finanças. Tentamos remover o que realmente causou seu crime. É claro que o detento ou a detenta precisam querer mudar, mas nosso método tem sido bastante eficaz".

Lá, menos de 10% dos presos que são libertos voltam à prisão em menos de dois anos. Aqui no Brasil esse número é sete vezes maior: 70%. Nos EUA, 50%. 

E pensar que pouco mais de 10 anos atrás a Holanda tinha uma das maiores populações carcerárias da Europa: de 14.468 presos em 2005, caiu para 8.245 em 2015. 

Os programas de reabilitação têm ajudado bastante, mas o que realmente fez a diferença, segundo especialistas, foi a mudança de foco no combate ao crime: em vez de combater as drogas, a Holanda passou a atuar no fim do tráfico humano e no terrorismo. 

E outra: juízes holandeses têm optado por penas alternativas, que vão desde trabalho comunitário, multa ou monitoramento eletrônico constante. 

Com isso, a criminalidade na Holanda caiu 25% desde 2008. 

Algumas penitenciárias passaram a alugar celas para presos de outros países, como a Bélgica e a Noruega. 


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Fonte: BBC