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40 anos após ser encontrada num pântano, "Maria Ninguém" é identificada com ajuda de inteligência artificial

Foram necessárias quatro décadas, mas a polícia conseguiu identificar o corpo de uma jovem encontrada em um riacho pantanoso na área rural de Clark Count, em Vancouver, no Canadá. 

Desde que foi descoberta, em 1980, ela tem sido chamada de “Maria Ninguém”. 

Com ajuda da tecnologia de DNA, cientistas forenses descobriram se tratar de Sandra Morden. Nascida em 1962, ela provavelmente foi morta entre a primavera de 1977 e o outono de 1978. 

A ossada da jovem foi descoberta por dois garimpeiros que buscavam ouro na região. O crânio estava a aproximadamente 60 metros de distância do restante dos ossos.

“Trata-se de uma região rural até hoje. Em 1980 era ainda menor. Portanto, se algum local desaparecesse, era fácil de identificar suas características – o que não é o caso”, conta a detetive Lindsay Schultz, que vem conduzindo a investigação há algum tempo. 

Vestígios de traumas encontrados nos ossos concluíram que a vítima morreu devido a ataques violentos, mas a causa exata ainda não foi identificada. 

Ao longo desses anos, policiais têm tentado reconstruir o rosto da moça e disparado imagens para a imprensa de todo o país, a fim de descobrir a identidade do corpo.

Até que veio a ideia de passar a charada para uma empresa de tecnologia forense chamada Parabon Nanolabs. Cruzando os dados de DNA obtidos dos restos mortais com as projeções de aparência, os especialistas determinaram um perfil “fenotípico” da vítima. Depois, relacionou a diferentes métodos de genealogia e relação entre indivíduos e possíveis parentes. 

Somando informações obtidas em jornais da época, árvores genealógicas e outros arquivos abertos, a empresa conseguiu apontar uma lista de possíveis parentes. 

Essas pessoas foram procuradas pelos investigadores até que uma delas relatou o sumiço de uma prima na década de 1970. O nome dela era Sandra Morden. 

Daí foi só cruzar o DNA de Sandra com o da prima e bingo! 

“É importante que todo mundo possa recuperar seu nome, para ter um enterro digno, com uma identidade”, conta CeCe Moore, genealogista responsável pela pesquisa.  

A prima conta que, ainda jovem, os pais de Sandra se separaram e morreram pouco depois. Órfã, ela provavelmente foi enviada para instituições de amparo e lares temporários.

Agora os investigadores estão atrás de pessoas que tenham mantido contato com a família Morden na década de 1970 e possa dar pistas mais concretas do motivo do crime. 


Fonte: KGW8