A&EXTRAS

Caso da secretária assassinada com mais de 100 facadas ainda é um completo mistério para a polícia

Diane Olkwitz tinha apenas 19 anos e trabalhava como secretária na fábrica de metais Kenworth Manufacturing, em  Menomonee Falls, no estado de Milwaukee, EUA. 

Ela havia se formado no ensino médio há pouco mais de um ano e tinha acabado de se mudar para seu novo apartamento, perto de onde trabalhava.

Diane costumava trabalhar até as 16h30 – uma hora depois que o turno da fábrica se encerrava. De lá, buscava sua amiga, Diane Zimmer, e ambas voltavam para casa dirigindo. 

No dia 3 de novembro de 1966, Zimmer esperou mais do que o normal por sua amiga. Preocupada, pegou uma carona com a esposa do chefe e foi até a fábrica onde Diane trabalhava. 

O carro de Diane era o único no estacionamento. Intrigada, Zimmer espiou pela janela e viu apenas o casaco e a bolsa da amiga na mesa.

Preocupada, correu até o local de trabalho do irmão de Diane, na fábrica ao lado, e pediu ajuda. De volta à Kenworth, contataram o supervisor e, pouco depois, encontraram o que mais temiam. 

O corpo de Diane estava deitado de costas, com o rosto afundado numa imensa poça de sangue. 

A secretária morreu de hemorragia severa decorrente das mais de 100 facadas que tomou por todo o corpo – especialmente na região da cabeça, nuca, costas e estômago. 

Havia marcas de luta em seus braços e mãos. O nariz estava quebrado. Não havia sinais de violação sexual. 

O assassinato chocou o país à época.

A polícia agiu rapidamente em busca de suspeitos. Mais de 500 pessoas foram ouvidas, evidências foram coletadas e várias delas enviadas ao FBI, em Washington, para uma análise mais detalhada. 

A teoria era de que o assassino conhecia bem o local e que, provavelmente, tinha algum tipo de convício com Diane.  

Durante semanas, detetives trabalharam 16 horas por dia em busca de pistas que levassem ao criminoso. 

Dos seis suspeitos apontados pela polícia, um em especial chamava a atenção: o filho do dono da fábrica, que era apaixonado por Diane e nunca foi correspondido. 

“Ela tinha medo dele. Ele a importunava bastante, querendo sair com ela”, conta Patti, irmã de Diane. 

A polícia fez uma investigação ostensiva em cima do principal suspeito, mas sem sucesso. 

O tempo foi passando, o caso começou a esfriar, as evidências enviadas ao FBI não retornaram qualquer informação relevante e os investigadores se viram obrigados a cuidar de outros casos. 

Décadas mais tarde, a tecnologia de DNA trouxe aos poucos familiares restantes de Diane a crença numa resolução. A polícia reabriu o caso e coletou amostras genéticas de centenas de pessoas. 

O maior suspeito, o filho do chefe, morreu em 1991. Seu corpo foi cremado, de forma que não havia como coletar evidências. Nem mesmo o DNA coletado dos corpos exumados dos seus pais batia com os dados das provas. 

Nada veio à tona.  

Hoje, 53 anos mais tarde, o caso Diane ainda paira como uma nuvem pesada sobre a polícia local. O caso está novamente na estaca zero. 


Fonte e imagens: Journal Sentinel