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Cientistas encontram ossada feminina em mosteiro onde mulheres são proibidas desde o séc.10

A comunidade do Monte Atos, localizada em uma península ao norte na Grécia, foi fundada no século 10 pela igreja ortodoxa local. 

Desde a sua criação, qualquer ser vivo do sexo feminino – mulheres ou animais -  é proibido de circular por lá. 

De tão estrito, o Monte Atos conseguiu obter o status de entidade política autônoma da Grécia. Por lá nem todas as leis da Comunidade Europeia se aplicam. 

No local vivem atualmente cerca de 2.500 monges, espalhados por cavernas, barracos e mosteiros. 

Mas uma descoberta recente fez a abalar a estruturas dessa instituição milenar: um esqueleto de mulher, encontrado sob o piso de uma capela. 

O achado inusitado aconteceu durante um trabalho de restauração. 

Pelo que deu a entender, o ossos da mulher, que estavam juntos aos de seis homens, foram transportados dos seus túmulos originais para a capela em um momento da história ainda não determinado.  

O material deve ser enviado para datação por carbono. Se for constatado que pertence realmente a uma mulher, pelo menos duas pergunta vão martelar a cabeça dos habitantes locais: quem era ela e por que estava ali?  

Os cientistas especulam que, pelo cuidado com que foram sepultados, tratavam-se de pessoas importantes. 

Os resultados dos exames de datação por carbono devem levar pelo menos três meses para sair. Quando for determinado o período da morte dessas pessoas, testes de DNA devem ser feitos para ajudar a identificá-las com mais precisão.  

Ao longo da história, houve raríssimos relatos de presença feminina no Monte Atos – geralmente motivada por guerras ou fugas. Um deles conta a passagem da esposa do rei da Sérvia, que foi carregada nos braços durante toda a sua estada. Os monges chegaram a forrar o chão dos aposentos da rainha, para que ela não tocasse o solo sagrado. 


Fonte: Revista Planeta | Imagens: Instagram/@hellenic_patriot_1821