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Estuprador em série é identificado 28 anos depois com ajuda de inteligência artificial

O homem, hoje com 59 anos, levava a vida numa boa – até que a polícia um dia bateu à sua porta. 

Em 1991, uma mulher dormia em sua casa quando um homem entrou pela janela, a amarrou e a estuprou violentamente. Ele ainda roubou alguns itens. 

O caso chocou a cidade de Charlotte, no estado da Carolina do Norte, nos EUA. 

Atordoada, a mulher não foi capaz identificar o suspeito. Para piorar, na época as tecnologias de análise forense eram muito incipientes. 

Sem obter evidências concretas, a polícia não chegou a um suspeito. O caso acabou sendo arquivado. 

Em 2005, os detetives resolveram dar uma nova chance ao caso. Revirando os arquivos, encontraram material genético e aplicaram um teste de DNA. Nada batia com o pequeno banco de dados que tinham à mão. 

Em 2008, uma pista: encontraram um DNA compatível em vários outros casos de estupro. Esse fato levou a polícia a suspeitar que, na verdade, estavam atrás de um estuprador em série.  

A polícia, no entanto, tinha o perfil genético do estuprador, mas ainda estava longe de saber quem era, afinal, o responsável por todos aqueles crimes. 

Foi então que, anos depois, uma iniciativa de proteção à mulher resolveu bancar os exames de genealogia genética, uma tecnologia que mistura dados de DNA com inteligência artificial para localizar pessoas. 

Os exames indicaram que o dono daquele DNA era Kevin McNamee, um homem com uma extensa ficha criminal. 

Entre os delitos, 19 queixas por invasão de domicílio só em 1984. Ele esteve na prisão entre 1984 e 1990. Pouco depois de ser solto, praticou uma série de crimes de estupro. 

McNamee vai responder por crimes de roubo, estupro, assédio e rapto. Ele está sob custódia da polícia americana. 


Fonte: WBTV | Imagem: Mecklenburg County Sheriff's Office