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Falta pouco para a polícia dos EUA desvendar um dos crimes mais violentos do país, ocorrido quase 30 anos atrás!

Em 1990, uma cena devastou policiais e investigadores do estado de Milwaukee, nos EUA: duas crianças haviam sido brutalmente assassinadas. 

“Foi uma das visões mais terríveis que tive na vida”, conta Katherine Spano, detetive que estava de plantão no dia em que tudo aconteceu.  

As irmãs Monika e Latrice Scott eram inseparáveis. Quando não estavam na escola, cuidavam da irmã mais nova, ainda bebê.  

No dia 3 de novembro daquele ano, elas tiveram suas gargantas cortadas, num profundo ferimento que ia de orelha a orelha.

 “Eu tenho certeza de que há pessoas lá fora quem sabem exatamente o que aconteceu às irmãs Scott”. 

Spano trabalhou no caso por nove anos, e nem ela nem sua equipe conseguiram identificar o culpado. Ela se aposentou com essa “dívida” em mente. 

 

A NOITE DO CRIME

Horas antes do crime, a mãe das meninas, Karen Scott, resolveu ir a um bar com o namorado (que vivia com ela e as meninas) e um casal de amigos. 

Antes de sair, esse casal de amigos fez uma parada na casa de Karen. Um deles, o homem, na ocasião teve uma discussão com Monika, de 11 anos. Ela deveria ficar sozinha na casa com suas irmãs mais novas, Latrice, de 7 anos, e a recém-nascida. 

O grupo de amigos foi ao bar e, pouco depois de chegar ao local, se separou. 

O namorado de Karen foi embora mais cedo que o previsto, junto com o casal de amigos. Ao chegar em casa, pouco depois da meia noite, Karen encontrou as filhas já mortas. 

O corpo de Latrice estava no banheiro. O de Monika, na despensa, apresentava sinais de violação sexual. 

Ela tinha marcas de faca na mão, o que indicava algum tipo de luta para se defender. 

“A gente acredita que Monika era o alvo inicial e foi perseguida até a despensa”, diz Spano. 

As suspeitas imediatamente se voltaram para o namorado de Karen, que foi preso logo em seguida na casa da mãe. Na hora ele estava tão embriagado que os detetives duvidaram se ele tinha capacidade física para ter feito tudo aquilo. 

“Ele disse aos detetives que não lembra de nada, mas que se eles afirmavam que tinha feito, então provavelmente era o autor do crime”, lembra Spano. 

Em 1990 o homem foi preso por duplo homicídio e abuso sexual de menores. A única prova que poderia incriminá-lo era um pelo pubiano encontrado junto ao corpo de Monika, que mais tarde comprovou-se pertencer à própria vítima. 

Um ano depois, o agora ex-namorado de Karen foi liberado e o caso voltou à estaca zero. 

 

A REVIRAVOLTA

Quase três décadas após o assassinato, uma pista veio à tona. Uma ligação anônima para a polícia de Milwaukee revelou o nome de um dos possíveis autores do crime – que, inclusive, já havia sido preso por abuso sexual de menores. 

Esse homem era um dos amigos do casal, o que discutiu com Monika na noite do crime. 

Katherine Spano voltou à ativa para cuidar do caso. 

Em depoimento à polícia, o suspeito se contradisse várias vezes e inventou histórias mirabolantes de como havia se machucado naquele dia. 

Os detetives desconfiaram imediatamente e conversaram com a namorada do suspeito, que havia ido ao bar com Karen. As versões não batiam. Só não havia provas capazes de incriminá-lo.

O homem está preso atualmente, mas por outros crimes. 

A suspeita é de que ele tenha saído bar diretamente para a casa das irmãs Scott. A polícia agora deve partir para análise de DNA e finalmente chegar a um culpado. 

“Finalmente temos um suspeito nesse caso. Falta muito pouco”. 


Fonte: Fox6Now