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Hipnotizada, testemunha identifica com precisão o responsável por crime ocorrido em 1980

Uma combinação de tecnologias forenses e psicanálise levou a polícia americana a identificar o responsável por um crime terrível ocorrido em 1980. 

Naquela época, a jovem Helene Pruszynski, de apenas 21 anos, acabava de chegar na cidade de Denver, no Colorado, para fazer um estágio numa rádio local. 

Logo em seus primeiros dias, ao voltar do trabalho, desceu no ponto de ônibus  mais próximo à casa onde estava hospedada quando, subitamente, foi raptada por um homem. 

Horas mais tarde, sem notícias de Helene, seus tios chamaram a polícia.  

No dia seguinte, uma pessoa avistou algo estranho em um terreno baldio. Era o corpo desnudo da jovem, com sinais de estupros sucessivos e nove facadas nas costas.  

Em 1980, as tecnologias de análise de DNA que hoje são tão populares ainda eram muito incipientes.

Sem pistas, o caso virou um mistério para os investigadores locais. 

O diretor da rádio onde Helene trabalhava chegou a oferecer uma recompensa de mil dólares a quem desse pistas que levassem ao assassino, mas nada veio à tona. 

A polícia tinha em mãos apenas um perfil genérico do possível criminoso: “Um jovem sexualmente imaturo, agressivo com mulheres, provavelmente vindo de um lar problemático, com uma mãe dominadora. Uma criança difícil, um tipo machão, um revoltado”. 

Durante um bom tempo nenhuma pista relevante foi agregada ao processo. 

Até que veio a ideia de submeter uma das possíveis testemunhas a uma sessão de hipnose. 

O resultado foi impressionante. A testemunha conseguiu descrever um retrato falado incrivelmente preciso do assassino. Veja na imagem abaixo: 

Utilizando o retrato falado e aliando a isso tecnologias forenses de análise de DNA e genealogia genética, a polícia finalmente chegou ao responsável: James Curtis Clanton, hoje com 62 anos.

Na época com 22 anos, ele havia se mudado para Denver há pouco tempo, vindo do estado do Arkansas. 

Atualmente Clanton estava vivendo no estado da Flórida e trabalhava como caminhoneiro. Ele chegou a mudar de nome legalmente. O criminoso foi preso e enviado ao Colorado para julgamento, onde deve ser condenado por assassinato em primeiro grau. 


Fonte: Denver Post | Imagens: Douglas County Sheriff’s Office