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Polícia desvenda crime praticado há 44 anos e acusado se mata minutos antes de ser preso

Em 1974, o corpo da estudante Arlis Perry foi encontrado atrás da capela da Stanford University, na California. 

A jovem de 19 anos apresentava uma grave perfuração na nuca, feita com um picador de gelo. Além disso, havia sinais de espancamento e violação – o que foi feito com um candelabro de quase um metro de altura. 

Naquela época, Stephen Blake Crawford, com 28 anos de idade, era um dos seguranças do campus e não demorou a entrar na lista de suspeitos da polícia. 

Ele chegou a ser interrogado, mas nenhuma prova concreta conectava o vigilante ao crime. Por isso Crawford viveu todas essas décadas em liberdade. 

Mas uma reviravolta finalmente pôde apontar quem era o real assassino de Perry. Com a popularização dos testes de DNA, a polícia resolveu abrir o caso da estudante. Com base em uma amostra de tecido retirado da cena do crime, os especialistas identificaram que os dados batiam com os de Crawford.

O caso, finalmente, se encaminhava para uma resolução histórica depois de quase meio século em aberto. 

Aos 74 anos, Crawford viu de sua janela carros da polícia pararem em frente à sua residência com o mandato de busca e apreensão nas mãos. 

O assassino não pensou duas vezes: sacou um revólver e se matou ali mesmo, minutos antes de ser levado à prisão. 

Depois de investigar o suicídio, a polícia revirou a casa em busca de evidências adicionais que ligassem Crawford a Perry. A equipe, no entanto, não se chegou a uma conclusão de se dois mantinham qualquer tipo de contato antes do crime. 


Fonte: ABC News