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Vinte anos depois, polícia continua sem saber quem matou milionário com tiro na testa em sua própria mansão

Michael Parisi era descrito frequentemente como uma pessoa divertida, inteligente, com olho para os negócios e aventureiro. 

Mas sua vida não durou muito. 

 “Nunca vou esquecer de quando encontrei o corpo do meu marido”, conta a viúva Tracy Parisi. 

Em 2003 Parisi foi assassinado com um tiro na cabeça na mansão onde vivia na cidade de Clinton, em Nova Jersei, nos EUA. Ele tinha 52 anos.

Parisi ficou rico por conta própria, após se dar bem no negócio de construções de casas de luxo. Vivendo seu auge, exibia um estilo de vida invejado por muitos. 

O motivo do assassinato é até hoje um mistério. Ninguém foi acusado e a arma usada no crime nunca foi encontrada. 

A perícia acredita que Michael foi morto enquanto dormia, na madrugada do dia 12 de janeiro daquele ano. 

Os investigadores não encontraram sinais de arrombamento na mansão, que tem três andares. 

O único movimento estranho no dia do crime foi o sumiço de um dos seus carros esportivos um Corvette prata, dado como roubado e encontrado pouco depois. 

O caso gerou comoção na cidade de Michael. Centenas de pessoas compareceram ao seu funeral. 

Mas a popularidade do milionário não foi suficiente para atrair pistas e solucionar o assassinato, nem mesmo com a generosa recompensa oferecida pelos filhos de seu primeiro casamento ou com o envolvimento do FBI no caso.

A polícia se recusa a arquivar o caso, mesmo tendo se passado quase 20 anos. 

“A resolução traria um pouco de paz espírito, um encerramento”, relata Tracy Parisi. 

Como cidadão, era admirado e levava uma vida pacata. O único ponto obscuro em seu  currículo foi a expulsão da escola onde fez o ensino médio. O motivo: quebrou o nariz de um colega depois de uma briga. 

Parisi começou a vida como aprendiz de eletricista em casas em construção. A partir daí foi ganhando experiência e expandindo seus negócios. Por meio de sua empresa mais de 500 casas de luxo foram erguidas na região. Além delas, vieram campos de futebol e caixas d’água.

Entre os bens deixados pelo milionário  havia restaurantes, uma bela casa na Flórida, barcos e vários outros negócios.  

A família suspeita de que empresários rivais teriam recorrido ao assassinato para evitar o crescimento meteórico de Michael. 

Mas prova, que é bom, não apareceu ainda. 


Fonte: My Central Jersey | Imagens: Tracy Parisi/Arquivo pessoal